Among the Dead. (trecho do Canto IX. de St. Alban’s Abbey.)

Ann Radcliffe

Entre os Mortos

IX.

Ora, o estranho aí se virou,

O colega do filho encontrou

E o escudo, do qual se arrastara,

’Pós horas de vigília sem fala

E a triste verdade se mostrou

Um pai ter dúvidas já não pôde:

Vendo o filho morto ali deitado,

Nem tateou a lágrima amarga.

O cão, que lá tombava, manteve-se,

O olhar fixo e zeloso,

Logo que o estranho muda a tez

Ao êxtase da dor,

Vai receber o pai de seu dono,

E pula, como ao luto dispondo

Por reagir com choro;

Dedicou-se em o pranto secar

Que já vinha a rolar.

Língua humana não fala mais forte,

Para conforto e calma,

Do que a sua, ao secar face em dó,

Com delicado amparo.

O olho, que não vertia lágrima,

Sentiu bem tal pesar;

O coração, que não tinha mágoa,

Compaixão pôde dar!

 

[Poema original — Ann Radcliffe]

IX.

Now, as the stranger turned his view,

He his lost son’s companion knew,

And then the shield, from which he crept,

Where he for hours mute watch had kept;

Then was the mournful truth made plain

A father could not doubt again:

He saw his dead son resting here,

And checked no more the bitter tear.

The dog, who late had drooping stood

With fixed and earnest eye,

Soon as the stranger changed his mood

To sorrow’s ecstasy,

Owned his dear master’s sire in grief,

And sprang, as if to give relief

By sad responsive cry;

And even strove those tears to dry,

That now came rolling by.

Stronger no human tongue could speak,

Soothing and comforting,

Than his, who dried the mourner’s cheek,

With tender minist’ring.

The eye, that never tear had shed,

Knew well that sign of woe;

The heart, that never his pang had,

Could sympathy bestow!

Anúncios

A Garden

A Garden - Lovecraft

Um Jardim

Há um jardim antigo, antigo que eu vejo em meus sonhos,

Onde o sol do mês de Maio brinca e brilha bem medonho;

Onde as flores multicores murcham todas, ficam cinzas,

E paredes e pilares decaindo o ontem reprisam.

Há videiras pelos cantos, musgo em volta da piscina,

Ervas daninhas se enredam oprimindo todo o clima:

Nas passagens pantanosas brota a relva esparsa e vaga,

E o bolor de coisa morta a fragrância do ar estraga.

Não há criatura viva com a solidão em volta,

E a sebe-circundante nenhum barulho ela solta.

Eu caminho, e espero, e ouço, com frequência vou buscar

Quando conhecia o jardim em uma época bem atrás;

Trazendo a visão frequente de um dia que não é mais,

Quando cismo com as cenas cinzas, cinzas, familiares.

A tristeza desce em mim, e os tremores começarão:

A flor murcha é esperança — o jardim é meu coração!

 

[Poema original — H. P. Lovecraft]

There’s an ancient, ancient garden that I see sometimes in dreams,

Where the very Maytime sunlight plays and glows with spectral gleams;

Where the gaudy-tinted blossoms seem to wither into grey,

And the crumbling walls and pillars waken thoughts of yesterday.

There are vines in nooks and crannies, and there’s moss about the pool,

And the tangled weedy thicket chokes the arbour dark and cool:

In the silent sunken pathways springs an herbage sparse and spare,

Where the musty scent of dead things dulls the fragrance of the air.

There is not a living creature in the lonely space around,

And the hedge-encompass’d quiet never echoes to a sound.

As I walk, and wait, and listen, I will often seek to find

When it was I knew that garden in an age long left behind;

I will oft conjure a vision of a day that is no more,

As I gaze upon the grey, grey scenes I feel I knew before.

Then a sadness settles o’er me, and a tremor seems to start:

For I know the flow’rs are shrivell’d hopes—the garden is my heart!

Space Unites the World

Poema Space Unites the World - Sarah Stewart - wallpaper do grupo Astronomia & Afins

Espaço Une o Mundo

Em 1997, puxei estranhos para a rua para conhecer o cometa Hale-Bopp.

Pares de olhos incrédulos unidos no visitante no céu.

 

Por décadas, observei robôs decolarem, orbitarem, e pousarem.

Unidos em mudos olhos robóticos, agora éramos nós os visitantes.

Juntos, tocamos as rochas com-água-corrente em Marte.

Imploramos a Mercúrio para revelar sua origem.

Pausamos para saudar o coração de Plutão.

Viajamos além do sistema solar.

 

Em 2017, montei uma barraca e logo fali com parceiros fugidios.

De todo o mundo, nós havíamos migrado a fase de totalidade.

Unidos no alinhamento, cobrimos os olhos para ver as pétalas etéreas do sol.

 

Hoje, eu deslizo, vislumbrando os likes.

Meus olhos embaçam… tribalismo, intolerância, refugiados, #MeToo…

Estamos unidos?

 

Meus olhos focam.

Eu pulo, rolo e rio com pequenos veículos principescos sobre Ryugu.

Quem está sorrindo comigo?

 

À noite, com os olhos fechados, sussurrarei ao escuro.

Existe alguém lá fora procurando por nós na Terra?

Estamos unidos numa busca para encontrar uns aos outros?

 

[Poema original — Sarah Stewart]

In 1997, I pulled strangers into the street to meet comet Hale-Bopp.

Pairs of unfamiliar eyes united on the visitor in the sky.

 

For decades, I watched robots launch, orbit, and land.

United through silent robot eyes, we were now the visitors.

Together, we touched the water-lain rocks on Mars.

We begged Mercury to reveal its origin.

We paused to greet the heart of Pluto.

We voyaged beyond the solar system.

 

In 2017, I pitched a tent and broke fast with fleeting companions.

From all over the world, we had migrated to the line of totality.

United in alignment, we covered our eyes to see the ethereal petals of the sun.

 

Today, I scroll, glancing at likes.

My eyes blur… tribalism, bigotry, refugees, #MeToo…

Are we united?

 

My eyes focus.

I hop, roll, and laugh with princely little landers on Ryugu.

Who is smiling with me?

 

Tonight, with my eyes closed, I will whisper to the dark.

Is anyone out there looking for us on Earth?

Are we united in a quest to find each other?

 

Obs.: agradeço ao grupo Astronomia & Afins por compartilhar a imagem.

Holy Sonnet

Holy Sonnet

X

Morte não te envaideças, chamam a ti

Poderosa e atroz, pois, tu não o és,

Pois, aos que pensas tê-los posto a teus pés

Não morrem, vã, nem podes matar a mim.

Do sono e do descanso, que são teus ícones,

Imenso prazer vem de ti, mais convéns,

E antes nossos melhores em teu revés

Descansam os seus ossos, e as almas vivem.

Serves o Fado, Acaso, reis, e os aflitos,

E com veneno, guerra, e doença duelas,

Também ópio ou encantos geram inércia,

E melhor que teu golpe; por que o brio?

Passado um breve sono, e não temos fim

E morte mais não há; morte, morres sim.

 

[Poema original — John Donne]

X

Death be not proud, though some have called thee

Mighty and dreadfull, for, thou art not soe,

For, those, whom thou think’st, thou dost overthrow,

Die not, poore death, nor yet canst thou kill mee.

From rest and sleepe, which but thy pictures bee,

Much pleasure, then from thee, much more must flow,

And soonest our best men with thee doe goe,

Rest of their bones, and soules deliverie.

Thou art slave to Fate, Chance, kings, and desperate men,

And dost with poison, warre, and sicknesse dwell,

And poppie, or charmes can make us sleepe as well,

And better than thy stroake; why swell’st thou then?

One short sleepe past, wee wake eternally,

And death shall be no more; death, thou shalt die.

Nenhum homem é uma ilha

No Man is an Island - John Donne

Nunc lento sonitu dicunt, Morieris.

 

Agora, este Sino, dobrando suavemente por outro, diz a mim: Tu tens de morrer.

 

XVII. MEDITAÇÃO

Porventura aquele por quem este Sino dobra possa estar tão adoecido, no que não sabe que dobra por ele; E porventura eu possa pensar de mim tão melhor do que estou, no que aqueles os quais estão à minha volta, e veem meu estado, possam tê-lo feito dobrar por mim, e eu não saiba disso. A Igreja é Católica, universal, também são todas as suas Ações; Tudo que ela faz pertence a todos.  Quando ela batiza uma criança, essa ação concerne a mim; pois essa criança está assim conectada com essa Cabeça que é minha Cabeça também, e incrustada naquele corpo, do qual sou um membro. E quando ela enterra um Homem, essa ação concerne a mim: Toda a humanidade é de um Autor, e forma um volume; quando um Homem morre, um Capítulo é não rasgado fora do livro, mas traduzido para uma língua superior; e todo Capítulo tem de ser deste modo traduzido; Deus emprega diversos tradutores; alguns pedaços são traduzidos por idade, alguns por doença, alguns por guerra, alguns por justiça; mas a mão de Deus está em toda tradução; e sua mão deverá amarrar todas as nossas folhas dispersas novamente, para aquela Livraria onde todo livro deve estender-se aberto um na frente do outro: Como diante disso o Sino que toca para um Sermão faz chamado não ao Pregador unicamente, mas à Congregação a vir; pois esse Sino chama nós todos: mas quanto mais a mim, que sou trazido tão perto da porta por esta doença. Houve uma contenda tão séria quanto um processo, (no qual ambas piedade e dignidade, religião, e estima estavam misturadas): a qual das Ordens religiosas cabe soar chamando para as preces primeiro de Manhã; e foi determinado que cabe a eles que se levantaram mais cedo soar primeiro. Se nós entendermos com correção a dignidade deste Sino que dobra para nossa prece crepuscular, nós estaríamos satisfeitos de torná-lo nosso, por levantarmos cedo, nessa aplicação, que ela possa ser nossa, bem como dele, de quem de fato é. O Sino deve dobrar para aquele que imagina que é por ele; e, embora interrompa novamente, já a partir desse minuto em que aquela ocasião suscitou nele, ele está unido a Deus. Quem não lança seu Olho ao Sol quando este se levanta? mas quem tira seu Olho de um Cometa quando aquilo irrompe? Quem não vira seu ouvido para qualquer sino, que em qualquer ocasião soa? mas quem pode retirá-lo daquele sino, o qual está lançando um pedaço de si fora deste mundo? Nenhum homem é uma Ilha, inteira em si, todo homem é um pedaço do Continente, uma parte do centro; seja uma Leiva lavada pelo Mar, a Europa torna-se menor, assim como se um Promontório fosse, assim como se um Solar dos teus amigos ou da tua posse fosse; a morte de qualquer homem me diminui, pois pertenço à Humanidade; E então não mandes nunca descobrir por quem dobra o sino; Dobra por ti. Nem podemos chamar isso de uma mendicância de Miséria ou de uma cessão de Miséria, como se nós não fôssemos miseráveis o suficiente por nós próprios, mas tivéssemos de galgar mais da casa ao lado, ao trazer sobre nós a Miséria de nossos Vizinhos. Verdadeiramente seria uma cobiça desculpável se o fizéssemos; pois aflição é um tesouro, e é raro qualquer homem que teve o suficiente disso. Nenhum homem teve aflição suficiente que não esteja amadurecido, e aprimorado por isso, e tornado adequado para Deus por aquela aflição. Se um homem carregar tesouro em lingote, ou em uma cunha de ouro, e nada tiver cunhado em Fundos correntes, seu tesouro não irá custeá-lo enquanto ele viaja. Tribulação é Tesouro na natureza deste, mas não é dinheiro corrente para uso, com exceção de quando nós chegamos mais e mais próximos de nossa casa, o Céu, através dela. Outro homem pode estar doente também, e doente quase morrendo, e essa aflição pode jazer em suas tripas, como ouro em uma Mina, e não ser de nenhum uso para ele; mas este sino, que me avisa dessa aflição, desenterra e confere aquele ouro a mim; se, por esta consideração do perigo de outrem, eu tome a contemplação do meu próprio, e assim me proteja, ao recorrer ao meu Deus, que é unicamente nossa segurança.

[Meditação original — John Donne]

Nunc lento sonitu dicunt, Morieris.

 

Now, this Bell tolling softly for another, saies to me, Thou must die.

 

XVII. MEDITATION

Perchance hee for whom this Bell tolls, may be so ill, as that he knows not it tolls for him; And perchance I may thinke my selfe so much better than I am, as that they who are about mee, and see my state, may have caused it to toll for mee, and I know not that. The Church is Catholike, universall, so are all her Actions; All that she does, belongs to all. When she baptizes a child, that action concernes mee; for that child is thereby connected to that Head which is my Head too, and engraffed into that body, whereof I am a member. And when she buries a Man, that action concernes me: All mankinde is of one Author, and is one volume; when one Man dies, one Chapter is not torne out of the booke, but translated into a better language; and every Chapter must be so translated; God emploies several translators; some peeces are translated by age, some by sicknesse, some by warre, some by justice, but Gods hand is in every translation; and his hand shall binde up all our scattered leaves againe, for that Librarie where every booke shall lie open to one another: As therefore the Bell that rings to a Sermon, calls not upon the Preacher onely, but upon the Congregation to come; so this Bell calls us all: but how much more mee, who am brought so neere the doore by this sicknesse. There was a contention as farre as a suite, (in which both pietie and dignitie, religion, and estimation, were mingled) which of the religious Orders should ring to praiers first in the Morning; and it was determined, that they should ring first that rose earliest. If we understand aright the dignitie of this Bell that tolls for our evening prayer, wee would bee glad to make it ours, by rising early, in that application, that it might be ours, as wel as his, whose indeed it is. The Bell doth toll for him that thinkes it doth; and though it intermit againe, yet from that minute that that occasion wrought upon him, hee is united to God. Who casts not up his Eye to the Sunne when it rises? but who takes off his Eye from a Comet when that breakes out? Who bends not his eare to any bell, which upon any occasion rings? but who can remove it from that bell, which is passing a peece of himself out of this world? No man is an Iland, intire of it selfe; every man is a peece of the Continent, a part of the maine; if a Clod bee washed away by the Sea, Europe is the lesse, as well as if a Promontorie were, as well as if a Mannor of thy friends or of thine owne were; any mans death diminishes me, because I am involved in Mankinde; And therefore never send to know for whom the bell tolls; It tolls for thee. Neither can we call this a begging of Miserie or a borrowing of Miserie, as though we were not miserable enough of our selves, but must fetch in more from the nest house, in taking upon us the Miserie of out Neighbours. Truly it were an excusable covetousnesse if wee did; for affliction is a treasure, and scarce any man hath enough of it. No man hath affliction enough that is not matured, and ripened by it, and made fit for God by that affliction. If a man carry treasure in bullion, or in a wedge of gold, and have none coined into currant Monies, his treasure will not defray him as he travells. Tribulation is Treasure in the nature of it, but it is not currant money in the use of it, except wee get nearer and nearer our home, Heaven, by it. Another man may be sicke too, and sick to death, and this affliction may lie in his bowels, as gold in a Mine, and be of no use to him; but this bell, that tells me of his affliction, digs out, and applies that gold to mee; if by this consideration of anothers danger, I take mine owne into contemplation, and so secure my selfe, by making my recourse to my God, who is our onely securitie.

I Wanna Be Yours

Eu Quero Ser Seu

Quero ser sua bombinha

Respirar seu ar

Quero ser sua Belina

Jamais enferrujar

Se quer café bem forte

Deixe eu ser o seu pote

Quem manda é você

Eu quero ser seu

 

Quero ser seu casaco

Para os dias gelados

Quero ser seu barquinho

Navegar sem destino

Deixe eu ser o seu ursinho

Me levar sempre consigo

Não me importa, eu quero ser seu

 

Quero ser seu relógio de luz

E nunca acabar

Ser seu aquecedor em uso

Para te esquentar

Quero ser do cabelo seu grampo

Profundamente a ele me devotando

Profundamente como o profundo oceano

Minha emoção não tem tamanho

Sim sim sim sim si’ sim sim

Não quero ser dela

Eu quero ser seu

 

[Poema original — John Cooper Clarke]

Let me be your vacuum cleaner

Breathing in your dust

Let me be your Ford Cortina

I will never rust

If you like your coffee hot

Let me be your coffee pot

You call the shots

I wanna be yours

 

Let me be your raincoat

For those frequent rainy days

Let me be your dreamboat

When you wanna sail away

Let me be your teddy bear

Take me with you anywhere

I don’t care I wanna be yours

 

Let me be your electric meter

I will not run out

Let me be the electric heater

You get cold without

Let me be your setting lotion

Hold your hair with deep devotion

Deep as the deep Atlantic Ocean

That’s how deep is my emotion

Deep deep deep deep de deep deep

I don’t wanna be hers

I wanna be yours

Hallelujah

Aleluia

Davi tocava secreto acorde

Que agradava a Deus meu lorde

Mas você não quer saber de música

E vai assim a quinta, a quarta

O menor cai, o maior se exalta

E o rei perplexo compõe uma Aleluia

Aleluia, aleluia

Aleluia, aleluia

 

A prova da tua fé

Foi ela nua sob o céu

Tão bela era ela sob a Lua

Mas te amarrou numa cadeira

Cortou teu trono e teu cabelo

E de teus lábios tirou uma Aleluia

Aleluia, aleluia

Aleluia, aleluia

 

Querida, estive aqui já antes

Vi este quarto, pisei no chão

Vivia sozinho sem ajuda

E vi tua bandeira histórica

O amor não é marcha de glória

É uma fria e rompida Aleluia

Aleluia, aleluia

Aleluia, aleluia

 

Já houve um tempo em que eu sabia

O que por baixo ocorria

Mas você não se mostra mais crua

Lembra quando mudei em você

A pomba sagrada em seu poder

Cada respiração era uma Aleluia

Aleluia, aleluia

Aleluia, aleluia

 

Talvez haja um Deus senhor

Mas o que aprendi do amor

Foi como duelar com arma em punho

Não é um choro carregando a cruz

Não é alguém que viu a luz

É uma fria e rompida Aleluia

Aleluia, aleluia

Aleluia, aleluia

 

[Letra original — Leonard Cohen]

I’ve heard there was a secret chord

That David played and it pleased the Lord

But you don’t really care for music, do you?

It goes like this: the fourth, the fifth

The minor fall and the major lift

The baffled king composing Hallelujah

Hallelujah, hallelujah

Hallelujah, hallelujah

 

Your faith was strong, but you needed proof

You saw her bathing on the roof

Her beauty and the moonlight overthrew you

She tied you to a kitchen chair

And she broke your throne and she cut your hair

And from your lips she drew the Hallelujah

Hallelujah, hallelujah

Hallelujah, hallelujah

 

But baby I’ve been here before

I’ve seen this room and I’ve walked this floor

You know, I used to live alone before I knew you

And I’ve seen your flag on the Marble Arch

And love is not a victory march

It’s a cold and it’s a broken Hallelujah

Hallelujah, hallelujah

Hallelujah, hallelujah

 

There was a time when you let me know

What’s really going on below

But now you never show that to me, do you?

Remember when I moved in you

And the holy dove was moving too

And every breath we drew was Hallelujah

Hallelujah, hallelujah

Hallelujah, hallelujah

 

Maybe there’s a god above

All I’ve ever learned from love

Was how to shoot somebody who outdrew you

And it’s not a cry that you hear at night

It’s not somebody who’s seen the light

It’s a cold and it’s a broken Hallelujah

Hallelujah, hallelujah

Hallelujah, hallelujah